Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Alcântara tem ruínas da história colonial brasileira
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O Conjunto Arquitetônico e Urbanístico de Alcântara, no Maranhão, é um dos mais notáveis testemunhos da história colonial brasileira. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1948, o conjunto preserva um acervo arquitetônico que reflete a opulência e a decadência de uma cidade que já foi um dos centros econômicos mais importantes do Maranhão.
O Conjunto Arquitetônico de Alcântara exibe características marcantes da arquitetura colonial portuguesa, adaptadas ao contexto e aos materiais locais. As construções refletem a história da cidade, desde o seu período de prosperidade até a sua decadência, e demonstram a influência de diferentes estilos e técnicas construtivas.

Alcântara é conhecida por seus imponentes casarões, construções residenciais de múltiplos pavimentos que serviam como moradia para a elite local. Esses sobrados são caracterizados por suas fachadas elaboradas, grandes janelas e varandas, elementos que refletem o poder econômico de seus proprietários.
As fachadas dos edifícios frequentemente apresentam frisos, cimalhas e beirais, com empenas revestidas por argamassa à base de cal e areia/argila. A pintura era realizada com cal e água, e, em alguns casos, utilizavam-se painéis de azulejos portugueses policrômicos.
As fachadas internas, em comparação com as de São Luís, tendem a ser mais despojadas. Varandas abertas, com balaustradas em madeira, são elementos comuns, refletindo a informalidade do ambiente residencial da aristocracia rural.

Os templos religiosos são um componente essencial do conjunto arquitetônico, representando a importância da religião na sociedade colonial. Exemplos notáveis incluem a Igreja Matriz de São Matias, a Igreja do Carmo e a Igreja de São Francisco, que exibem características da arquitetura religiosa colonial, como fachadas ornamentadas e torres sineiras.
A cidade preserva ainda ruínas de construções que desempenharam papéis administrativos e comerciais, como a Casa da Câmara e Cadeia e o Pelourinho, símbolos da lei e da ordem na época colonial. A presença de numerosas ruínas por toda a cidade é uma característica marcante, testemunhando o tempo e as transformações históricas.
A praça da Matriz constitui-se na síntese histórica da ocupação territorial de Alcântara. Estudos arqueológicos indicam que esse lugar foi ocupado por índios da aldeia de Tapuitapera. Além disso, foi o coração da vila portuguesa de Santo Antônio de Alcântara com a implantação dos monumentos de grande significância: Matriz, Pelourinho, Câmara, Porto e Praça.
Com informações e imagens: Wikipédia






