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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu: um convite à pré-história no norte de MG

há 6 minutos
2 min de leitura

Com 27 anos de existência como área de proteção ambiental, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais (MG), abriga uma região que revela histórias milenares. Hoje, com cerca de 200 cavernas catalogadas e mais de 80 sítios arqueológicos, a Unidade de Conservação está inscrita na lista do Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco.


Para entender o caminho que levou a esse reconhecimento de dimensão internacional, é preciso conhecer as memórias ancestrais da região. Sob proteção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde 1999, a origem do nome “Peruaçu” faz referência histórica a povos indígenas xacriabás, ao cânion e às grandes cavernas formadas na rocha calcária em que está localizado o Vale.


As trilhas, veredas, rios e matas compõem o cenário de mais de 56 mil hectares, que passa pelos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, somando mais de duas mil espécies de animais e plantas. Todo esse conjunto ambiental é referência, no Brasil, para estudos sobre a pré-história, com passagens que revelam vestígios que remontam a pelo menos 12 mil anos.


Caminhos ancestrais


As paisagens do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu atravessam biomas como a Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântica. Percorrer o caminho ancestral da região é conhecer as cavernas, as grutas, os cânions e as artes rupestres que emolduram o local. Entre os destaques, está a Gruta do Janelão, uma grandiosa caverna a céu aberto, que conta a história da presença humana no Vale do Peruaçu.


Com cerca de 4,8 km, o passeio envolve monumentos geológicos e paredões com pinturas rupestres. Outras opções de visitas são arcos e lapas que reúnem vivências regionais, observação das paisagens e contato com diversos sítios.


Os níveis de acesso e dificuldade variam, sendo necessária a presença de guias e condutores do ICMBio durante os trajetos. Para agendar visitas, entre em contato com o Instituto pelo e-mail cavernas.peruacu@icmbio.gov.br


Quando visitar


Com a presença de guias credenciados, é possível visitar o parque durante todo o ano. Ao todo, há duas estações bem definidas: entre novembro e abril é a época em que caem as chuvas. Entre maio e outubro, vem a época da seca.


De acordo com o ICMBio, as visitações podem ocorrer sempre de terça a domingo, das 8h às 18h, sendo a entrada aos atrativos turísticos permitida até as 14h.


Além das trilhas, o espaço também oferece projetos especiais como exposição permanente, vivências 3D e até seminários, tudo aos cuidados do ICMBio.


Como chegar


Localizada no km 155 da BR-135, na comunidade do Fabião I, a sede do parque fica a 45 km de Januária, podendo ser acessada por carro ou ônibus.


O aeroporto mais próximo é o de Montes Claros, que fica a 200 km da entrada do Parque. Há voos regulares partindo do Aeroporto de Confins para Montes Claros. A partir de lá, é possível ir de ônibus de linha até Januária ou Itacarambi.


De ônibus, é possível chegar a Januária ou Itacarambi, vindo de Brasília, Belo Horizonte ou Montes Claros.


De carro, a sede do Parque fica na comunidade do Fabião I, às margens do km 155 da BR-135. Partindo de Januária, são 45 quilômetros.


Para mais informações sobre passeios, dicas e contratação de guias credenciados, acesse este link


Com informações e imagens: Ministério do Turismo


 
 
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