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Mineiro troca carreira no ramo de negócios imobiliários pelo cultivo de café

  • Foto do escritor: Karine Pagliarini
    Karine Pagliarini
  • 3 de jul.
  • 2 min de leitura
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Desafios e superação marcam a trajetória de Alexandre Castro Cambraia. Há vinte anos, ele trocou a carreira no ramo de negócios imobiliários em Belo Horizonte - Minas Gerais pelo cultivo de café, na Fazenda Mundo Novo, em São Francisco de Paula, região do Campo das Vertentes. De acordo com ele, a mudança foi motivada por questões financeiras


“Meu pai tomava conta da fazenda, mas não estava obtendo lucro e propôs a venda da propriedade. Como é uma herança do meu bisavô, achei que deveríamos preservar e então decidi voltar para continuar um legado familiar que tem mais de 100 anos”, conta.


A venda de madeira de eucalipto permitiu ao cafeicultor pagar algumas dívidas e também investir na recuperação das lavouras, que estavam degradadas pela falta de manutenção. A atividade começou a dar resultado após três anos, mas um novo desafio apareceu. O filho de Alexandre, Bernardo Cambraia, apresentou um grave problema de saúde obrigando-o a conciliar a lida no campo com os cuidados com a criança.


Ao receber alta do tratamento, o pequeno foi homenageado pelo pai. “A lavoura Bernardo foi uma forma que encontrei de honrar não apenas o meu filho, mas também de lembrar todo o desafio que passamos. Todo dia ele vai na lavoura, beija os pés de café, tem um carinho”, comenta o cafeicultor.


A produção é de aproximadamente mil sacas por ano, em uma área de 50 hectares. A maior parte dos grãos é destinada à exportação


Alexandre Cambraia acredita que as condições climáticas e ambientais da região do Campos das Vertentes e os cuidados com manejo contribuem para a qualidade do produto, que inclusive já recebeu algumas premiações em concursos regionais e estaduais.


Com o objetivo de aprimorar o processo de fermentação, o cafeicultor firmou uma parceria com a Nucoffee e a Cooperativa Minasul. “Neste processo empregamos leveduras que contribuem para que os grãos tenham um melhor sabor e qualidades sensoriais, isso já ajudou a melhorar minha pontuação”, explica.


Além do café, o produtor manteve o cultivo do eucalipto e investiu também no gado de corte.


O gerente regional da Emater-MG em Divinópolis, Virgínio Alves Pereira Neto, e a extensionista que presta assistência ao produtor, Sônia Maria Lara, comentam que a dedicação e a persistência são fatores que contribuíram para o sucesso do cafeicultor, sendo inspiração para outros da região.


A certificação do café pelo Programa Certifica Minas Café e desfrutar do trabalho são os objetivos futuros do produtor. “Graças a Deus consegui deixar a fazenda produtiva e sustentável, hoje colho os frutos. A parceria da minha esposa, Elaine Cambraia, também tem sido fundamental. Ela me auxilia na atividade cafeeira e tenho esperança de que o legado vai continuar com meu filho, que já é apaixonado pela atividade rural”.


Com informações e imagens: Emater-MG​

 
 

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