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Lago mais profundo do Brasil fica no coração de Minas Gerais

  • Foto do escritor: Karine Pagliarini
    Karine Pagliarini
  • 24 de mai.
  • 2 min de leitura
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Na região metropolitana de Belo Horizonte, a capital do estado de Minas Gerais, uma enorme cratera aquática de 234 metros de profundidade é considerada o lago mais profundo do Brasil. Trata-se de uma enorme cratera aquática de 234 metros de profundidade.


A gênese do lago mais profundo do Brasil, cujo volume total é de cerca de 58 milhões de metros cúbicos, distribuídos em uma área de 0,67 km², é industrial: ele nasceu da exaustão de uma mina de ferro explorada entre 1973 e 2001.


A exaustão da mina de Águas Claras (a perda de seu valor de exploração ao longo do tempo) levou à abertura da cratera, que foi gradualmente preenchida pelas chuvas e pelas inundações de águas subterrâneas vindas do Ribeirão da Prata, curso d' água que nasce na Serra do Gandarela e deságua no Rio das Velhas, localizado no município mineiro de Raposo.


A geologia do lago, como conta um estudo coordenado por Eduardo von Sperling, professor titular do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), reflete sua história minerária: escavada em rochas ricas em ferro, típicas da formação regional do Quadrilátero Ferrífero, o lago concentra altas quantidades de metais (como o próprio ferro e o manganês).


As paredes do lago, íngremes e rochosas, têm características meromíticas, isto é, suas camadas de água não se misturam por completo e geram zonas com oxigenação e temperaturas distintas.


O estudo liderado por von Sperling, dedicado a medir a qualidade da água no lago formado por uma cratera de mineração, surpreende: contrariando as expectativas iniciais acerca do estado da água (invadida por metais ferrosos e pela formação antinatural do lago), ela é, na verdade, boa, e estudos realizados entre 2001 e 2003 revelaram que tem:


Quantidades altas de oxigênio dissolvido (que geram boas condições para o desenvolvimento de vida aquática); pH alcalino (entre 6,9 e 9,2, típico de ambientes aquáticos não poluídos); Baixa presença de poluentes orgânicos ou minerais; Baixos níveis de contaminação por bactérias.


O prognóstico favorável com relação à qualidade da água no lago de Águas Claras permite indicar como prováveis usos para o futuro ambiente as atividades de recreação", conclui o estudo.


Com imagens e informações: Minas Turismo Gerais

 
 

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