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“Feira do Caminho do Queijo Paulista” anuncia 7ª edição nos dias 01 e 02 de agosto na Cinemateca

  • há 54 minutos
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Nos próximos dias 01 e 02 de agosto, a Cinemateca Brasileira vai sediar a Feira do Caminho do Queijo Paulista – iniciativa criada por um coletivo que, há 9 anos, se uniu para difundir e trazer ainda mais visibilidade à produção queijeira do estado de São Paulo, nacional e internacionalmente reconhecida. Hoje, são 17 queijarias associadas.


A edição deste ano contará com um novo integrante no grupo: Capril Salto do Panema, referência brasileira na criação de cabras leiteiras e premiada produtora de queijo de cabra. “Nosso propósito é aproximar o mercado e os consumidores dos pequenos produtores em um momento em que o interesse pelos produtos artesanais, sobretudo os queijos, vem crescendo. Nesta edição, com a chegada do Capril à nossa associação, voltamos a ter e oferecer todas as opções de leite: cabra, ovelha, búfala e vaca”, afirma Martina Sgarbi, da QJO Martina, a primeira queijaria regularizada da cidade de São Paulo, localizada em Parelheiros, Zona Sul da capital.


Durante o final de semana do evento será possível degustar e comprar diversos tipos de queijos – certificados e validados após um longo e criterioso processo, dos frescos aos curados em câmaras de maturação ou cavernas subterrâneas, produzidos a partir de receitas autorais ou inspiradas em clássicos da escola europeia adaptados às características locais. 


“Somos reconhecidos internacionalmente pela excelência e qualidade dos nossos produtos, além de sermos pautados pela criatividade, autoralidade e inovação.  Este ano serão cerca de 60 expositores que também partilham da filosofia da valorização dos ingredientes locais, do trabalho dos pequenos produtores e da preocupação com os processos artesanais e cuidados no desenvolvimento dos produtos”, reforça Sgarbi. 


Este ano o evento vai divulgar também a participação do Caminho do Queijo Paulista na temporada 2026 da série da GloboPlay “Que Seja Eterno Enquanto Cure”. A associação será tema do programa comandado pelo queijista profissional Dudu Prado, que garimpa pelo Brasil os melhores produtores de queijos artesanais.


A última edição do evento, realizada no ano passado, atingiu recorde de público; para esse ano a organização espera superar o público da edição passada. Entre os já confirmados, além das 17 queijarias, estão nomes como: Restaurante Mocotó, Boteco Bolovo, Celeiro Arimbá, Cervejaria Trilha, Mbee, Mestiço Chocolates, La Ferme Moderne e Albero dei Gelati. 


Confirmados:


Queijarias:


BelaFazenda; Cabanha Mulekinha; Fazenda Atalaia; Fazenda Santa Helena; Jeito de Mato; Lano-Alto; Laticínio Montezuma; Leiteria Santa Paula; Nata da Serra; Pardinho Artesanal; Pé do Morro; QJO Martina; Queijaria Rima; Queijaria Santa Vitória; Queijo com Arte - Fazenda Santa Luzia; Terra Límpida e a mais nova integrante Capril Salto do Panema. 

Expositores:


Mato Dentro; Cervejaria Catimba; Vestra Panem; Dona Celina; Coletivo Selvagem; Atelier Voltaire Pâtisserie; Senhor Acepipes; Sim! Cerveja Sem Álcool; Corisco Cafés; Kiro + Tão Longe, Tão Perto; Cervejaria Trilha; Tocaya Café; Cordaro Panini; Restaurante Mocotó; Le Blé Casa de Pães; Borriello Azeites; Rusticookies; Mbee; Jais; Santo Cutelo; Mestiço Chocolates; La Ferme Moderne; Luisa Abram; Salumeria Mayer; De Iva; De Paula Charcuterie; Grão Pasta; Pizza do Morro; Pilotto; Carne de Guarda; Cakerman; Boteco Bolovo; Albero dei Gelati; Zaad; Colhida; Yun Yun; Celeiro Arimbá e Luzeiro. 


Atualmente, integram o Caminho do Queijo Artesanal Paulista 17 reconhecidas e premiadas queijarias artesanais do estado:


BelaFazenda (Bofete)


Fundada em 2017 pela veterinária Carolina Vilhena, está localizada na região Oeste do Estado. Ávida pesquisadora, a queijeira trabalha com leite de vacas Jersey da sua própria criação. A marca oferece variedades como o Azul de Bofete, de aroma marcante e o Bem Brasil, de casca mofada (ambos de massa mole e maturados por 60 dias), além dos queijos cheddarizados, como o Sinueiro, Amazonito, Goró e Pampa. 


Cabanha Mulekinha (Ibiúna)


Dedicados à criação de gado leiteiro Jersey, Luzita e Airton produzem queijos artesanais desde 2010, na Cabanha Mulekinha, em Ibiúna, a 70 km da capital. Alguns são baseados em receitas da família, originária da Galícia, no norte da Espanha, a exemplo dos queijos Javier e Montanha, ambos de massa crua, textura cremosa, sabor amanteigado e maturados em câmara fria, o primeiro recebeu medalha de ouro no Prêmio Queijo Brasil 2025 e o segundo recebeu ouro no Prêmio Brasil Artesanal 2025.


Capril Salto do Panema (Salto Grande)


Localizada às margens do lago do Rio Paranapanema, a propriedade é referência brasileira na criação de cabras leiteiras. Produz queijos de leite de cabra que vão dos frescos, como o Boursin, aos maturados, como o Caprino-Romano, ambos medalha Super Ouro no Mundial de Queijos em 2024.


Fazenda Atalaia (Amparo)


Instalada em uma fazenda do século 19, em Amparo, a 128 quilômetros da capital paulista, a queijaria começou a sua produção há mais de 20 anos. Hoje, reúne produtos premiados como o Tulha, queijo de casca dura, picante e frutado que foi o primeiro queijo brasileiro a receber uma medalha de ouro internacional, no World Cheese Award 2016-17.


Fazenda Santa Helena (Sete Barras)


A família Delgado começou a se dedicar à produção de queijos em 2002, quando deixou de vender o leite das búfalas para laticínios da região e passou a fazer mozzarella de búfala fresca. Além dos frescos, desde 2014, também oferece diversas versões curadas - as primeiras da categoria no Brasil - como o Vale do Ribeira, de massa crua, apertada e com mofo regional na receita, que é oferecido com maturação de pelo menos 90 dias, levemente picante. E o Ambrósio, também de massa crua, lavado em aguardente com mel e selado em cera de abelha.


Jeito de Mato (Fernandópolis)


Localizada em Fernandópolis, no noroeste paulista, a queijaria nasceu em 2014 com apenas duas vaquinhas que davam 13 litros por dia. Hoje são 25, da raça girolando, boa parte com produção de 100 litros diários. No portfólio, estão o requeijão caipira com raspa de tacho que recebeu medalha super ouro no prêmio Queijo Brasil 2023, ficando entre os 10 melhores queijos da premiação; e o queijo Campeiro, medalha de ouro no mundial de queijos em Araxá. 


Lano-Alto (Catuçaba)


Localizada em Catuçaba, a fazenda experimental idealizada por Yentl Delanhesi e Paulo Lemos produz queijos com leite cru de vacas Jersey criadas a pasto, e com técnicas naturais. Destaque para os queijos Causo, medalha super ouro no Mundial do Queijo do Brasil em 2022, e Romano, medalha de ouro no mesmo concurso e ano.


Laticínio Montezuma (São João da Boa Vista)


Localizada próximo à divisa com o sul de Minas Gerais e a Serra da Mantiqueira, a fazenda comandada por Fábio Pimentel, tem foco na produção de queijos de búfala. Atualmente são 24 variedades no portfólio, com boa variedade de muçarela (nozinho, bastão, manta, flor de leite, burrata, defumada) e outras versões frescas, como ricota. 


Leiteria Santa Paula (São João da Boa Vista)


Localizada na Serra da Mantiqueira, em São João da Boa Vista, a Leiteria Santa Paula, comandada pela engenheira ambiental Paula Florence Vergueiro, é especializada na produção de queijos frescos e mofados, com pouco sal, sem conservantes e técnicas próprias de fabricação. Destaque para as bolinhas supercremosas do Fermier.


Nata da Serra (Serra Negra)


Todos os queijos Nata da Serra são preparados com coalho de origem vegetal, obtido através de plantas que traz aroma suave, "redondo" e menor amargor aos queijos feitos com leite da fazenda, livre de agrotóxicos, antibióticos, aditivos químicos e hormônios. Além disso, possuem certificados Kosher, Halal e são adequados ao consumo de vegetarianos.


Pardinho Artesanal (Pardinho)


Situada no oeste paulista, a 207 km da capital, a Pardinho Artesanal é um laticínio singular que se destaca pela utilização do leite cru, entre outros detalhes, resultando em queijos autorais brasileiros de excelência. A produção começa com o manejo exemplar de vacas gir e girsey, focado no bem-estar animal, e segue unindo a fabricação artesanal com modernas práticas técnico-laboratoriais. Entre os queijos premiados nacional e internacionalmente, destaca-se o Cuestinha, queijo de massa macia, com notas adocicadas e amendoadas e casca rústica. 


Pé do Morro (Cabreúva)


Fundado em 2016 por Erico Kolya, em Cabreúva, a pouco mais de 80 quilômetros da capital, o sítio de 15 hectares na Serra do Japi produz o Sol do Japi, queijo de massa semi-cozida inspirado nos queijos alpinos, mas adaptado ao clima brasileiro. Maturado por três, seis ou nove meses, além de premiado nacionalmente, também recebeu uma medalha de ouro internacional no World Cheese Awards de 2024.


QJO Martina (São Paulo)


Há alguns anos Martina Sgarbi aprendeu a produzir queijos para consumo próprio, mas o hobby virou negócio em 2019, após se aperfeiçoar em maturação e afinação de queijos na França e Itália. O catálogo conta com variedades, dentre eles o Marmoratto – que conquistou duas medalhas de bronze na premiação Mundial de Queijos do Brasil, é lavado em cachaça artesanal com urucum, massa láctea, fechada com sabor terroso.


Queijaria Rima (Porto Feliz)


Criada em  2017 pelo casal de queijeiros Ricardo Rettmann e Maria Clara Serra, a queijaria utiliza leite de ovelhas criadas no sítio da família para produzir queijos, iogurtes, coalhada seca e doce de leite. Destaques para os iogurtes firmes e cremosos, além do  Maratimba, ganhador da medalha de ouro no Mundial do Queijo.


Queijaria Santa Vitória (Queluz)


A Queijaria Santa Vitória está em Queluz e foi fundada em 2022 numa fazenda centenária que hoje é uma das principais produtoras de leite do Vale do Paraíba. Com o leite de alta qualidade das vacas girolando e jersey são feitos 10 queijos diferentes, além de iogurte e  ricota. Os queijos maturados com ervas, flores e cerveja se destacam, bem como o Meia Cura, produzido à maneira clássica. Os produtos são premiados pelo Mundial do Queijo do Brasil, Prêmio Queijo Brasil e Mondial du Fromage.


Queijo com Arte - Fazenda Santa Luzia (Itapetininga)


Pioneira na produção de queijo artesanal em São Paulo, a fazenda fundada em 1976 fez fama com a criação de gado da raça Simental. As criações do casal de mestres-queijeiros Maristela Nicolellis e Martin Breuer reúne 20 tipos diferentes de queijo. Entre eles Gregório, Fernão e Tropeirinho, premiados no Mondial du Fromage em 2021. 


Terra Límpida (Cássia dos Coqueiros)


Criada por um grupo de agricultores italianos que reproduz no Brasil a mesma filosofia de trabalho orgânico e biodinâmico feito desde 1988, na Toscana. A Terra Límpida cria os próprios animais, e somente a partir do leite da fazenda  produz mais de 20  tipos diferentes de queijos orgânicos, muitos premiados em concursos internacionais. Entre eles a Querciola, o Bucaneve, a Frassinella, a Faggeta, a Robinia e vários outros.


Com informações e imagens: Agência RP Content

 
 
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