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Estudantes desenvolvem chocolate para pessoas com diabetes tipo 2

  • há 8 minutos
  • 2 min de leitura

O Brasil é o quinto maior mercado de chocolates do mundo. Os dados da consultoria Euromonitor reforçam a tese de que o brasileiro é apaixonado pelo doce que tem no cacau (Theobroma cacao) seu principal ingrediente. Em contrapartida, há uma parcela da população que precisa evitar o consumo de doces por conta de comorbidades, como é o caso dos portadores da diabetes tipo 2.


Pensando uma forma segura e saudável de permitir o consumo de chocolate por pessoas com diabetes, os estudantes Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, localizado no município de Ipiaú, na Bahia, desenvolveram o ChocoMed, que une ingredientes com baixo valor glicêmico.


A proposta, orientada pelo professor Lucas Santos, que é pós-doutor em Educação Científica, surge a partir da integração entre conhecimentos da ciência de alimentos, biotecnologia e saúde, buscando desenvolver um produto alimentício que alie sabor, valor nutricional e benefícios funcionais à saúde humana.


O professor explica que o produto se baseia na utilização de chocolate com alto teor de cacau, aproximadamente 70%, associado a ingredientes naturais com propriedades bioativas, como o melão-de-São-Caetano (Momordica charantia) e sementes de abóbora (curcubita).


“Esses componentes apresentam compostos bioativos que, segundo estudos científicos, podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de fornecer nutrientes importantes ao organismo”, afirma.


Segundo os estudantes, o projeto valoriza uma cultura agrícola tradicional e economicamente significativa na Bahia, que é a cacaueira. “Parte dos ingredientes utilizados, como o cacau, é abundante na região do Médio Rio das Contas, o que fortalece a proposta de valorização territorial. Além disso, foram explorados ingredientes alternativos com potencial funcional, ampliando o valor nutricional do produto”, dizem.


A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, conta com parceria da Escola de Pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), fortalecendo o vínculo entre universidade e escola na formação de jovens cientistas.


Com informações e imagens: Governo da Bahia


 
 
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