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Dona Albertina: Cidade do Sul de Minas guarda história da benzedeira que tinha o dom da cura e faleceu aos 105 anos

  • Foto do escritor: Karine Pagliarini
    Karine Pagliarini
  • 22 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de jun. de 2024

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No dia 20 de junho de 2024, às 16h45, a cidade de Extrema, no Sul de Minas Gerais, se despedia de Dona Albertina Coutinho Barbosa, uma benzedeira de 105 anos de idade. O falecimento se deu em casa após uma pneumonia que a deixou debilitada.


A história de Dona Albertina parece mais um roteiro de filme. Casada por 61 anos, Dona Albertina teve 14 filhos, sendo nove gerados por ela e outros 5 adotivos. Ainda moça, ela veio com o marido da cidade vizinha Itapeva para Extrema para trabalhar numa fazenda. Os filhos e os animais que possuíam vieram no cargueiro do cavalo, enquanto ela e o marido fizeram o caminho a pé. Com a roupa do corpo, em Extrema, com a ajuda dos patrões construíram a vida. “Sem luxo, mas feliz”, foi o que disse a filha Sônia durante entrevista ao Estrada Nacional.


Dona Albertina era conhecida como benzedeira. O costume teria vindo da mãe da sogra dela, Virginia, uma escrava que foi quem passou o costume para a filha, que mais tarde ensinou a nora Albertina. Sua habilidade de cura atravessou gerações e desafiou obstáculos históricos, como a inquisição, que punia severamente as mulheres que praticavam benzimentos.


A fama da religiosa atraia pessoas de todo o Brasil. Um pau e uma faca eram os instrumentos que Dona Albertina utilizava para fazer a reza, e ali, ela cortava a dor de ouvido, a cólica, a dor de barriga ou até o medo de andar das crianças. Para os adultos benzia cortando os problemas que eles traziam. O atendimento era feito na cozinha da casa dela, próximo ao fogão de lenha.


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“Era uma pessoa de coração bom. Às vezes levantava a noite, com dificuldade, pela idade avançada, mas nunca deixava de atender uma pessoa. Falava que só ia parar quando morresse", comenta a filha.


Nas redes sociais, um amigo escreveu: “Eu estou bem, mas minhas pernas não estão me ajudando”. Márcio César se referiu ao último encontro dele com Dona Albertina e ressaltou que a religiosa deixa muitas saudades.


Aos 105 anos de idade, Dona Albertina era conhecida e respeitada por sua habilidade única de "curar". Ela se destacava como uma das benzedeiras mais antigas da região, abençoando inúmeras pessoas por mais de 80 anos.


Quando ocorreu o seu falecimento, os órgãos oficiais de Extrema se manifestaram em nota, descrevendo Dona Albertina como uma "mulher santa" e relembrando a sua contribuição ao pedir a instalação de um Santo Cruzeiro que abençoasse toda a cidade, simbolizando seu compromisso com a fé e o bem-estar da comunidade. O velório dela foi realizado no Ginásio Extrema Futebol Clube.

 
 

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