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Casal investe na apicultura no Vale do Jequitinhonha

  • Foto do escritor: Karine Pagliarini
    Karine Pagliarini
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Da indústria de equipamento médico para a apicultura, esta é a trajetória de Gilberto Souza, de Felisburgo. Em 2018, por meio de um cunhado que também é apicultor, ele teve o primeiro contato com as abelhas apis melliferas e desde então com a ajuda da esposa, Natália Lacerda Magalhães, procurou saber mais sobre o setor.


“Fui me identificando com o ramo e decidi montar o apiário junto com meu cunhado. Eu e Natália fizemos diversos cursos sobre o manejo das abelhas, de extração do mel, dentre outros. A nossa vontade era sempre melhorar”.


A produção inicial era totalmente artesanal e o baixo retorno financeiro não cobria as despesas do investimento realizado. Para não abandonar a atividade, Gilberto voltou a trabalhar no setor industrial, enquanto a esposa continuou no apiário.


“Em 2024, me aposentei e retornei disposto a colocar em prática todo o conhecimento já adquirido sobre produção de mel e com o respaldo da minha experiência administrativa na área industrial. Encerrei a sociedade com meu cunhado, continuando apenas com Natália”, relata.


Com persistência, dedicação e aprimoramento, a família consegue produzir em média uma tonelada de mel por ano.


A reforma de um pequeno espaço na fazenda Córrego Seco deu origem à Taia e Gil Apicultura. Com o objetivo de fornecer um produto de qualidade, os proprietários buscaram a certificação e também o manejo sustentável.


“Enfrentamos muitas dificuldades, mas mesmo assim não desistimos e fizemos tudo que foi determinado pelo Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário do Baixo Jequitinhonha (Cimbaje). Com minha formação em Processos Químicos, assumi a responsabilidade técnica da nossa empresa. Recebemos a certificação de extensão do SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e agora aguardamos o certificado SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal)”, comemora o apicultor.


Gilberto destaca o cadastramento no Cadastro Nacional de Agricultura Familiar (CAF) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).


De acordo com o apicultor, a busca por alimentos mais saudáveis e sem aditivos químicos têm impulsionado o crescimento do setor.


A comercialização do mel, extrato de própolis e hidromel é realizada em lojas especializadas e por meio das mídias sociais. “Estamos aguardando visita técnica para comercializar pela plataforma de vendas da Emater, ÉdoCampo e também negociando para participar da feira mensal na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.”


Os extensionistas da Emater-MG Miguel Ferreira Morais e Gilson Rodrigues explicam que a persistência e a dedicação do casal foram fundamentais na escolha da propriedade para realizar o treinamento com jovens apicultores participantes do programa Futuro no Campo.


“A iniciativa reforça o compromisso da Emater-MG em capacitar novas gerações, promover a sucessão rural e fortalecer a apicultura como atividade econômica sustentável e de alta qualidade em Minas Gerais”, declara Miguel Ferreira.



Com informações e imagens: Assessoria de Comunicação da Emater-MG​


 
 

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