Cachaça de alambique é reconhecida como patrimônio cultural de Minas Gerais

Os Modos de Fazer Cachaça de Alambique foram reconhecidos como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. A decisão foi aprovada nesta quinta-feira (22/10), pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), em reunião realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. O Conselho é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG).
O reconhecimento dos Modos de Fazer Cachaça de Alambique valoriza técnicas e conhecimentos tradicionais, amplia a visibilidade dos produtores e fortalece a projeção da cachaça mineira nos mercados nacional e internacional. A presidente da reunião, a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Josiane de Souza, destacou a importância do reconhecimento. Segundo ela, o registro permite que esses saberes não se percam e cria oportunidades para a valorização de produtores, inclusive daqueles que ainda não estão cadastrados nos meios oficiais.
O reconhecimento também foi celebrado por produtores de cachaça de alambique. Sara Regina Santana Santos, integrante de uma família que produz a cachaça Guaraciaba há 62 anos, destacou que a iniciativa deverá alcançar diversas famílias que vivem da atividade e contribuir para mostrar o valor da bebida às novas gerações.
“Esse reconhecimento do Iepha vai abranger muitas famílias que vivem da cachaça e mostrar o valor da bebida para os mais jovens. Antes, a cachaça era malvista e hoje as pessoas estão valorizando mais”, afirmou.
Minas Gerais lidera a produção nacional de cachaça de alambique, com volume estimado em 13,5 milhões de litros por ano. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o estado conta com 630 alambiques registrados.
Com informações e imagens: Secult





